terça-feira, 6 de março de 2012

Os 3 Caminhos

Rezava a lenda que, para se chegar á Shambala, os homens podiam escolher três caminhos e que na entrada dos três caminhos havia um guardião que orientava as pessoas que se arriscavam tentando chegar á cidade mística.

Estava o guardião sentado frente aos três caminhos, quando chegou um homem e lhe perguntou:
- São esses os caminhos para Shambala?

O Guardião respondeu:
- Sim.

E explicou:
- O caminho da esquerda é o caminho do mal
- O da direita é o caminho do bem
- E o do centro é simplesmente o caminho do meio.

O homem então falou:
- Sou do bem, vou pelo caminho da direita...

E assim fez. Seguiu pelo caminho da direita.

A princípio, o caminho era belo, cheio de luz e belas flores.

O homem então seguia admirado com toda aquela beleza e pensava:
- Imagina quando eu chegar á cidade então...
E assim foi... Por dias caminhado...

Um dia, o cheiro das flores começou a embriagá-lo.

Ele foi ficando cada vez mais fascinado com o cheiro e a beleza.

Perdendo as forças, ele sentou para admirar aquele belo show de cores e cheiros do lugar...

Dessa forma, ele ficou sentado no meio do caminho, até que morreu ali mesmo, apodrecido pela beleza e perfumes do caminho do bem...

Dias depois, outro homem chegou até os três caminhos e fez a mesma pergunta ao guardião que respondeu da mesma forma.

Esse, disse que era do mal e que iria seguir pelo caminho da esquerda...

A princípio, o caminho é apavorante, cheio de espinhos, esqueletos.

O homem então, se sentiu o “tal” e seguiu o caminho com toda a empáfia...

Por dias ele seguiu, sentindo cheiro de sangue e ouvindo gritos de dor, até que começou a sentir sua pele sendo cortada por espinhos.

A cada passo que ele dava, mais os espinhos lhe rasgavam a carne.

Dessa forma, ele foi perdendo as forças e caiu, morrendo ali mesmo, apodrecido devido ás feridas causadas pelos espinhos...

Assim, foi por muitos anos...

As pessoas sempre escolhiam entre o caminho do bom e do mal, mas, nunca o do meio.
Todos, sem exceção, caíram e morreram.

Um dia, um homem chegou frente ao Guardião e perguntou sobre os caminhos, recebendo a mesma resposta que os anteriores.

Então, o homem depois de muito pensar, falou ao Guardião:
- Eu vou pelo caminho do meio...

O Guardião surpreendeu-se e falou:
- Vá... Boa sorte...

O homem entrou e viu que o caminho era:
• De um lado, escuro e cheio espinhos
• Do outro, cheio de luz e belas flores

Por dias ele seguiu por esse caminho, até que o cheiro das flores começou a embriagá-lo.

Quando ele estava quase caindo, um espinho lhe cortou a carne.

Ele voltou a si e continuou a seguir.

Então, sua pele começou a ser rasgada pelos espinhos.

Quando ele ia cair, o cheiro das flores lhe deu forças para não cair.

Assim ele seguiu:
• Hora embriagado pelas flores
• Hora rasgado pelos espinhos

Até que finalmente, chegou à entrada de Shambala.

Lá, estava o mesmo Guardião que estava no início do caminho e lhe disse:
- Parabéns, seja bem vindo a Shambala...

O homem então disse ao guardião:
- Acho que descobri uma coisa andando por esse caminho:
É o equilíbrio entre as sombras e a luz que faz o homem chegar até aqui...

O Guardião então respondeu:
- Exato, e tudo na vida é assim...

Não existe mal absoluto nem bem absoluto; tudo têm que ser equilibrado.

Quem crê ser totalmente mal, apodrece e morre.

Quem crê ser totalmente do bem, morre também.

Tudo no universo é dual, e sem esse equilíbrio nada funciona ou tem sentido de ser.

Para que haja luz é preciso que existam as trevas e vice-versa.


O homem tem duas faces, como tudo no universo. Ele só precisa ver isso e chegará onde quiser, caso contrário, apodrecerá no caminho...

Somente aquele que entende a Boa Lei o atravessa sem perder-se...

Somente aquele que desperta para muito além das Mayas da Dualidade pode entender as veredas do autoconhecimento e abrir para si a fonte inesgotável de sabedoria...

Entre, pois a cidade é sua...

O homem entrou e nunca mais saiu.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MANTRAS, ORAÇÕES E VOCALIZAÇÕES


Faço esse texto para falar um pouco sobre: Mantras, orações e vocalizações.
Esse texto foi pedido por nosso amigo Cyber.

Para entender realmente o que são mantras, é necessário compreender algumas coisas, então, vamos a elas:

Toda palavra tem poder, pois além de criar ondas vibratórias energéticas através do som, ela também traz consigo todas as formas pensamento que geramos no momento que as pronunciamos.

Há também:
• Sílabas
• Palavras
• E frases inteiras

Que são manifestações energéticas em forma de comunicação

O universo foi criado pelo pensando do Grande Espírito através de quatro elementos fundamentais:
• Palavras
• Letras
• Cores
• E números

Nós, aqui na Terra, tivemos acesso a algumas dessas sagradas ferramentas da criação.

Sabendo disso, antes de qualquer coisa, devemos respeitar:
• Orações
• Mantralizações
• Vocalizações

Devemos respeitá-los, pois estamos lidando com elementos sagrados.

Ao recitarmos um mantra, estamos ao mesmo tempo praticando:
• A Mantra Yoga
• E a Bakhiti Yoga

Podemos dizer que a Mantra Yoga é:
• A busca pela paz e iluminação através dos sons.

Já a Bakhiti Yoga é:
• A busca pela paz e iluminação pela devoção a “algo” ou “alguém” que possua grande elevação espiritual.

A prática diária de mantra nos leva á concentração.

Ao invés de uma imagem, focamos nossa mente em sons e palavras.

Dessa forma, trabalhamos o primeiro estágio da meditação que é: O Estado de Concentração

A repetição de cada palavra leva á criação de uma harmonia sonora e energética.

Com isso, fazemos do ambiente em que estamos, um receptor e difusor de energias.

Quando estamos repetindo palavras de um mantra, estamos:
• Ao mesmo tempo nos ligando ás suas significâncias
• E, Nos ligando á suas energias

E, de forma mais profunda:
• Nos aproximando de quem os criou ou,
• Para quem eles foram criados.

Exemplo:
Quando recitamos o sagrado mantra budista: OM MANI PADME HUM,
Estamos ao mesmo tempo liberando as energias de libertação e compaixão que ele representa.

Ao mesmo tempo, estamos ligando nossas energias ás energias do Bodhisattva da compaixão:
• Avalokiteshvara

Assim, sem perceber, praticamos a Bakhiti Yoga de uma forma sutil.


Isso também pode ser dito quando:
• Oramos
• Vocalizamos
• E usamos o nome de algum ser de grande elevação espiritual.

Outro exemplo:
Quando recitamos o mantra: OM NAMAH SHIVAYA

Estamos praticando a Bakhiti Yoga de forma direta.

Nesse caso, nossas energias se ligarão ao Maha Deva

E as energias dele se ligarão ás nossas.

Haverá então, uma simbiose de energias cósmicas.

É bom saber que:
• Qualquer mantra, seja qual for, pode tornar-se negativo. Isso se deve ás formas pensamento negativas de quem os está recitando no momento.

Mas, Creio ser desnecessário falar mais sobre isso.

Outro fator de suma importância é:
Mantras nunca devem ser modificados ou feitos em suas formas traduzidas.

Cada sílaba no mantra original cria uma sinfonia harmônica de energias.

Qualquer alteração, o mantra perde seu poder e efeito real.

Para finalizar:
• Mantras
• Orações
• Vocalizações

São energias sagradas que devem ser feitas com respeito e boa vontade.

Caso contrário, não os faça!

Todas as práticas, visando o sagrado, devem ser respeitadas.

Se você não gostar, não critique.

Seja Educado. Faça o que lhe agradar, mas deixe quem faz ter essa liberdade.


Finalizo esse texto com um mantra que gosto muito e sempre recito:

SA NAH PITEVA

HINO A AGNI (o fogo sagrado)

SA NAH PITEVA
SUNAVE AGNE
SUPAAYANO BHAVA SACHASWA NAH SWASTAYE